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Presidente em exercício do CREA discute infraestrutura urbana na ACM

Ele destacou as atividades de fiscalização do exercício das profissões vinculadas à autarquia e levantou questões importantes sobre obras públicas e planejamento urbano


 

O presidente em exercício do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA/MA, engenheiro Clóvis da Silva Sousa Filho, discutiu, na última quarta-feira, 26/07, aspectos da infraestrutura urbana de São Luís, muitos dos quais dificultam a vida do cidadão e até o funcionamento das atividades empresariais.

Explicando a missão do CREA, o engenheiro destacou as atividades de fiscalização do exercício das profissões vinculadas à autarquia vinculada estruturalmente ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA. “Orientar e fiscalizar o exercício destas profissões é a nossa missão e, nesse sentido, empreendemos todo o esforço para o cumprimento”, afirmou.

Para Sousa Filho, a infraestrutura urbana de São Luís necessita de intervenções que não podem esperar “muito tempo”. Citando as obras públicas, o engenheiro lembrou a necessidade de um planejamento de longo prazo e de observância mais rígida a critérios técnicos, uma vez que as obras, via de regra e com exceções, têm sido planejadas dentro de uma realidade, que muda constantemente. “A cidade cresce a um ritmo acelerado e o planejamento e o próprio modelo de trabalho do setor público acabam fazendo com que tenham vida útil muito curta”, explicou.

O presidente em exercício do CREA argumenta que existe um “hiato” entre os padrões de crescimento da chamada parte nova da cidade com a preservação do sítio histórico. “Esse hiato precisa ser diminuído. A cidade cresceu e, naturalmente, as escolhas de moradia e o próprio fluxo comercial tem migrado para as áreas novas, onde também não houve o planejamento adequado”, frisou. “No Centro Histórico nos deparamos com riscos iminentes, dificuldade de acesso e o esvaziamento crescente. E nas áreas novas, um inchaço prejudicial, que compromete toda a mobilidade na cidade de São Luís”, acrescentou ele.

A solução para isso seria a atualização permanente e cumprimento das determinações do Plano Diretor. Clóvis Filho sugere ainda a criação de ambiente facilitador da supervisão de obras públicas, levando-se em conta critérios técnicos e vida útil, em benefício da cidade, da sociedade e da otimização dos recursos públicos. “Desde o anel viário, idealizado por Haroldo Tavares, não temos em São Luís uma obra estrutural que pense na cidade do futuro”, concluiu, colocando o CREA à disposição da ACM e de futuras parcerias.

 

 




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