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Feirão do Imposto Nacional terá ações em mais de 120 cidades brasileiras neste sábado, 27

Em sua 15ª edição e com o tema “Chega de Mão Grande”, projeto vai ter exposição e venda de produtos sem a cobrança de tributos, além de atividades de conscientização


Com o tema “Chega de Mão Grande”, o Feirão do Imposto chega a 15ª edição em 2017 e terá diversas ações programadas para o dia 27 de maio. Serão atividades de alerta contra a corrupção e a favor do retorno dos impostos.

Realizado em mais de 120 cidades brasileiras com a proposta de informar a população sobre a alta carga tributária que incide sobre produtos e serviços no país, o 15º Feirão do Imposto será desenvolvido por meio de ações e atividades de alerta como venda de combustíveis e itens alimentícios com impostos subsidiados, exposição de produtos com e sem o valor de impostos, sorteio do direito de compra de carros, motos e eletrodomésticos com tributos totalmente subsidiados, corridas, happy hour “sem imposto”, instalação de impostômetro, dentre outras.  

No Maranhão, três movimentos jovens encabeçam as atividades da ação: Conselho do Jovem Empresário da Associação Comercial do Maranhão, Associação dos Jovens Empresários do Maranhão e Conselho do Jovem Empresário da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz. 

No sábado, como parte da programação, o Conselho do Jovem Empresário da Associação Comercial do Maranhão (Conjove/ACM) realizará uma mega ação em parceria com o Shopping da Ilha, através do qual os lojistas do shopping comercializarão produtos com o imposto subsidiado. Além disso, os jovens empresários farão uma mobilização durante todo o dia no shopping, começando com um blitz das 8h às 10h, na Av. Daniel de LA Touche (em frente ao Shopping).

Durante todo o dia haverá um stand próximo à Praça de Alimentação com exposição de produtos e o valor do imposto pago, além da conscientização da população.

Ações

Na semana de 22 a 27 de maio foram realizadas ações de conscientização nas escolas e em empresas para chamar a atenção da população no que se refere aos impostos e sua boa aplicação.

Segundo a coordenadora de assuntos tributários da Conaje, Silvia Wilbert, o tema deste ano do projeto - “Chega de Mão Grande” -  tem o objetivo de levar a população a refletir sobre o impacto da corrupção nos impostos, gerando a ação contra a corrupção e a favor do retorno dos tributos em benefício para a sociedade.

Ela enfatiza que o Feirão do Imposto já é uma ação nacional conhecida e uma marca registrada da Conaje e dos movimentos jovens associativistas do País, que não medem esforços para disseminar informações tributárias de forma simplificada à população e questionar a aplicação destes recursos.

Atualmente, o Feirão do Imposto é realizado pela Conaje, em parceria com os movimentos de jovens empreendedores e empresários nos estados e municípios, com o Observatório Social do Brasil (OSB). 

Situação no Brasil 

Segundo a Organização de Transparência Internacional, o Brasil piorou três posições no ranking sobre a percepção da corrupção no mundo em 2015, ficando na 79ª posição entre 176 países, ao lado de China, Índia e Bielorússia. O estudo leva em conta outros 13 levantamentos relacionados à corrupção realizados por instituições como Banco Mundial, World Justice Project e Global Insight. 

A corrupção interfere no retorno dos impostos em benefícios para a sociedade, porque retira investimentos em áreas essenciais como saúde, segurança e educação. A Organização das Nações Unidas estima que, aproximadamente, R$ 200 bilhões são desviados no Brasil, por ano. 

Este valor significa três vezes o orçamento da saúde ou educação e cinco vezes o orçamento da segurança pública.  

A corrupção também afeta a competitividade das empresas, sendo que o Brasil perdeu mais seis posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, caindo para a 81ª colocação em 2016. 

O ranking avalia 138 países e foi divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O levantamento é um termômetro do nível de produtividade e das condições oferecidas pelos países para gerar oportunidades e para que as empresas possam obter sucesso. Além disso, a corrupção atrapalha o desenvolvimento econômico e social. Pesquisas revelam que quanto maior o índice de corrupção, maior será a desigualdade e menor será o desenvolvimento. 




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